Saúde Bucal



SÍNDROME DA APNEIA OU HIPOPINEIA OBSTRUTIVA DO SONO (SAHOS).


Quando ouvimos uma pessoa roncar, logo imaginamos que essa pessoa tem o sono muito pesado ou ronca por qualquer outro fator superficial. Mas tudo não passa de um engano, essa pessoa pode estar sofrendo da SÍNDROME DA APNEIA OU HIPOPINEIA OBSTRUTIVA DO SONO (SAHOS).

A apneia do sono é um problema multifatorial, que se caracteriza pela interrupção da respiração, pela ocorrência de períodos de parada respiratória e presença de esforço inspiratório durante o sono. Como sintomas, o paciente pode apresentar sono diurno, ronco noturno, dor de cabeça matinal, pressão arterial alta, irritabilidade, sono inquieto, refluxo gastroesofágico noturno, entre outros.
Ademais, essa síndrome é um fator agravante de diversas outras patologias com alto grau de mortalidade, dentre elas podemos citar: o AVC, o enfarto, a alteração da pressão e do ritmo cardíaco, a obesidade e a diabetes tipo Dois. É tão grave que em algumas partes do mundo, inclusive no Brasil, é necessária uma avaliação do sono para se tirar a carteira de motorista nas categorias C, D e E.

Como tratamento, o de escolha é o CPAP que são injetores de ar comprimido com pressão aérea positiva contínua com máscara nasal. Porém, esse equipamento tem custo elevado e boa parte dos pacientes não consegue usá-lo. Neste caso, podem-se usar os aparelhos orais de avanço mandibular, cuja utilização além de ser mais simples, possui um custo mais baixo. Paralelamente ao uso de tais aparelhos, deve-se lançar mão das mudanças comportamentais, as quais incluem a redução de peso, a diminuição da ingestão de álcool, a restrição ao fumo e ao emprego frequente de medicamentos que interfiram no sono e na respiração, bem como o tratamento das patologias sistêmicas, além de medidas que evitem a pessoa dormir de barriga para cima (decúbito dorsal), pois há pacientes que só têm apneia nesta posição. Os exercícios fonoaudiológicos que fortalecem a musculatura, também são indicados.

Fazer cirurgias de vias aéreas, otorrinolaringológicas, como correções de desvio de septo, adenóides, remoção de pólipos e tumores, devem ser adotadas quando necessárias, pois uma passagem aérea livre de obstruções e a eliminação da respiração bucal podem potencializar os resultados no tratamento do ronco e apneia do sono. Pacientes que vão usar o CPAP ou as placas de posicionamento anterior da mandíbula devem apresentar as vias aéreas desobstruídas
Por fim, o uso dos aparelhos orais tem se tornado uma forma mais realista e eficiente de tratar os pacientes com apneias leves e moderadas, evitando assim, complicações cardiocirculatórias, baixa qualidade de vida e alto risco de acidentes automobilísticos, muitas vezes fatais para o motorista e para outros.

RACHEL QUEIROZ – CRO 2649
ESPECIALISTA EM DISFUNÇÃO DA ATM E DOR OROFACIAL
ESPECIALISTA EM PRÓTESE
CURSO DE ODONTOLOGIA DO SONO PELO NÚCLEO INTERDISCIPLINAR DA CIÊNCIA DO SONO

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